Educação Especial 1

 

Educação especial 1

 

Claude Lévi Straus: as diferenças devem ser assumidas, todos nós somos diferentes, nascemos brancos, negros, vermelhos, amarelos, homens ou mulheres. Ser diferente, não significa ser desigual. Todos devemos ter os mesmos direitos.

Diferença e desigualdade não são a mesma coisa. As crianças com deficiências, apresentam características que fogem do convencionado padrão de normalidade, mas devem ser consideradas com características individuais.

A ideia de normalidade enaltecida pela sociedade deve ser debatida já que a diferença causada pela deficiência merece uma atenção especial e não reconhecer isto é adiar a solução para problemas.

Está claro em termos clínicos que deficiências como a paralisia cerebral apresenta características diferentes, devendo ser discutidas caso a caso em termos de adaptação aos equipamentos que lhes são necessários.

Estas dificuldades podem estar relacionadas ao domínio da fala, da audição, da execução de tarefas que exijam coordenação fina, de desequilíbrios ao caminhar,  a necessidade de uso de cadeiras de rodas auto dirigidas, dirigidas por comandos ou que necessitam de ajuda de outra pessoa. Quadros mais severos indicam necessidade de apoio para realização de higiene, ida à casa de banho, alimentação, cuidados especiais para pessoas especiais.

Abordagens teóricas para crianças com paralisia cerebral:

Vamos falar dos dois principais teóricos:  o suíço Jean Piaget (1896-1980) e do russo Lev Semionovich Vygotsky (1896-1934), o curioso é que ambos ainda que contemporâneos desenvolveram teorias complementares sem nunca tendo se encontrado.

Piaget considera que o aprendizado se realiza a partir das interações entre modificações do ambiente e mudanças biológicas da criança, concluindo que resulta daí a passagem para novos estágios do processo de aprendizagem e que, segundo ele, divide-se em duas fases: período de inteligência sensorial motora, que vai do nascimento até os dois anos de idade e se constituí em seis estágios; e o período pré-operacional, compreendido entre os dois e os sete anos de idade.

Para Vygotsky o processo de aprendizagem é essencialmente interativo, dependendo do contexto histórico e social em que a criança vive e do auxílio de uma pessoa experiente que conduza esse processo.  O pensamento infantil é guiado pela fala e pelas experiência orientadas, que paulatinamente garantem um auto-equilíbrio.

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Sobre Mara Cristan

Socióloga e Docente Universitária
Esta entrada foi publicada em Educação e Sociedade em Rede. ligação permanente.

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